terça-feira, 24 de julho de 2012

PARA REFLETIR...

“(...) os estudantes têm conhecimentos prévios, conceitos, experiências de vida, concepções de vida, expectativas, preconceitos aprendidos fora da escola, nos contextos familiares, de bairro e especialmente na mídia. Uma escola antimarginalização é aquela na qual todo esse conhecimento prévio, quase sempre adquirido de maneira passiva, é comparado com a ajuda da crítica, construído e reconstruído democraticamente, levando sempre em consideração as perspectivas de classe social, gênero, sexualidade, etnia e nacionalidade” (Santomé, 1998, p.150).
“(...) um currículo antidiscriminação tem de propiciar a reconstrução da história e da culturas dos grupos e povos silenciados. Para isso é preciso envolver os estudantes em debates sobre a construção do conhecimento, sobre as interpretações conflituosas do presente, para que se sintam obrigados a identificar suas próprias posições, interesses, ideologias e pressuposições” (Santomé, 1998, p. 151).

ASSISTA: http://www.youtube.com/watch?v=EbnjKDeZW40&feature=related
“(...) ter por objetivo a socialização do conhecimento científico, necessária à ampliação cultural das massas, bem como a constituição do conhecimento cotidiano que, em uma sociedade de classes, priva as classes sociais exploradas de seu próprio saber. Pode o conhecimento escolar superar esta contradição? Podemos trabalhar na escola visando à construção de um conhecimento que seja instrumento de liberação, resistência, capaz de organizar um conhecimento cotidiano mais amplo, que incorpora avanços da ciência sem vulgarizações, um conhecimento problematizador e crítico? Não estaremos com isso idealizando a função da escola em uma sociedade de classes?” (Lopes, 1999, p.155)
“(...) Para combatermos a divisão social do conhecimento, produtora de escalas de valores entre os diferentes saberes, não devemos incorrer na defesa de uma falsa homogeneidade de saberes, visando com isto questionar o poder que o conhecimento técnico e científico possui em nossa sociedade de classes. Precisamos sim, compreender a diferenciação epistemológica dos saberes como expressão da pluralidade cultural.” (Lopes, 1999, p. 158)

ASSISTA: http://www.youtube.com/watch?v=X0U99600elg

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